Serpenteando de 2025 para 2026 – Mov M’boy

Vem aí o VI Festival M’Boy (18/julho) e vale pensar por onde andamos em 2025. Foi um ano marcado por ineditismos para o Movimento M’Boy diante de uma conjuntura política e cultural que se estabeleceu no município. O inédito balança, às vezes sucumbi. Temos a insistência de nossas propostas e uma prática atenta e cravada.
Ainda falta muito do que se quer agir e provocar, porque nos incomoda a indiferença diante das ruas da cidade. Seja pela exacerbada terraplanagem que joga por terra nossos morros e rios, pela fumaça do motor a diesel que inundam os galpões de logísticas, pelos plásticos que assumem as fachadas seculares do centro histórico, pela verticalização que esconde o cruzeiro da paz, pelo cruzeiro da paz caindo aos pedaços, pelos cupins que ameaçam São Lázaro, pelo ronco do trator.
No ano de 2025 produzimos dois Festival M’boy. O IV Festival M’Boy foi realizado de forma autônoma e militante no outono de maio, com 5 dias de programação: Banquete Cultural, reunião sobre Plano Municipal de Cultura, musical Subterrânea M’Boy, Cineclube Bohu e Circo no Coreto.
O V Festival M’Boy foi feito em parceria com a prefeitura de Embu, com financiamento da iniciativa privada, através das secretarias de Turismo e Cultura. A festividade foi pautada pelo aniversário de 471 anos da Vila M’Boy, 18 de julho, com dois dias de atividades, com feira de artesanato, oficinas artísticas, mesas de debate, apresentações artísticas do município e outras regiões, projeções de fantasmas e o tradicional Cortejo da Cobra M’Boy.
Aconteceu a participação do Movimento M’Boy no Festival de Inverno de Embu das Artes (2025). Através de uma parceria estabelecida com as secretárias de Cultura e Turismo, o Movimento aceitou participar do Festival de Inverno contribuindo com a disponibilização e difusão de dados históricos e culturais do município. Estas informações estavam impressas em diversos materiais que circularam o centro histórico durante o festival.
A criação da Plataforma Digital Movimento M’Boy, que permite a publicização da produção crítica do Movimento e a execução do trabalho de preservação de acervo documental da cidade. Este foi o primeiro edital público que o Movimento M’Boy participou, deixando uma grande contribuição para a cidade ao digitalizar o acervo documental particular de Tônia do Embu, que faleceu durante esse trabalho. O município não possui acervo público, apenas a exposição de alguns materiais no Memorial Sakai e Centro Cultural Mestre Assis, e o Museu dos Jesuítas. Diante desta situação precária, a história e acervo do município ficam à mercê de iniciativas pessoais e privadas, sem a devida estrutura, e que muitas vezes acabam sendo perdidos ou destruídos.
Publicação da Videoteca Digital pelo Cineclube Bohu, com uma ampla catalogação de obras audiovisuais que se relacionam com a cidade, com produções que vão desde os anos 1940 aos 2020.
Produção pelo Cineclube Bohu do filme Maria Rosa: Saúde Pública, Arte e Memória. Grande passo para o nosso cineclube, tanto pelas condições de produção, feita com investimento privado e com grande mobilização da comunidade artística, quanto pela história de Maria Rosa, que atravessa também a de Embu, marcada por uma vida de luta e militância.
Fora essas lutas conquistadas, as outras tantas atividades que o Movimento atuou ao longo do ano. Estando enraizados em nossa força originária, buscamos uma atuação que aponte ao futuro, que tenha consequências e continuidade.
Contra a indiferença e entre os plásticos do Centro Histórico, a realização do VI Festival M’Boy acontece em 18 de julho, 472 anos da Vila M’Boy! Se prepare. Para junho iniciamos os preparativos para que cheguem juntos e criemos essa grande festividade crítica, artística e cultural.
Movimento M’Boy – junho de 2026
Fotografias
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